Cardiologia – MUITO URGENTE

Caros colegas,

vou publicar neste post o comunicado do professor Lino Gonçalves referente ao nosso exame de Cardiologia. Leiam com muita atenção. Peço também que se identifiquem devidamente nos comentários, por muito aborrecidos/ estupefactos que possam ficam com o que vão ler abaixo. 

“Cara Inês,

 

De acordo com a nossa conversa de hoje de manhã, no meu gabinete, venho transmitir-te a seguinte informação, a qual te pedia que fizesses chegar a todos os alunos deste semestre.

 

Como é do conhecimento de todos, desde a primeira aula que assegurei aos alunos que a avaliação na unidade curricular de Cardiologia iria ser exigente, mas justa. Tendo monitorizado os resultados da avaliação contínua prática obtidos este semestre nada de anormal se verifica, no entanto, após ter recebido os resultados da avaliação teórica observa-se uma situação anormal, a qual não é objectivamente justa. Face a estes factos, informei o Exmº Senhor Director da FMUC, o Exmº Senhor Presidente do Conselho Pedagógico da FMUC, bem como o Coordenador da Área Curricular.

Todos eles concordaram com a minha posição de anular o exame teórico efectuado no dia 11 de Junho, e facultar aos alunos duas opções:

1)       Realizar uma prova oral teórica de acordo com a escala abaixo apresentada,

2)       Ou então efectuar exame na época de recurso.

 

Caso a opção seja a de realizar prova oral teórica, a escala será a seguinte:

 

Sexta-feira (21:00-24:00h), dia 14 de Junho, turmas P9 e P11.

Segunda-feira (21:00-24:00h), dia 17 de Junho, turmas P7 e P10.

Terça-feira (21:00-24:00h), dia 18 de Junho, turmas P3 e P5.

Quarta-feira (21:00-24:00h), dia 19 de Junho, turmas P4 e P8.

Quinta-feira (21:00-24:00h), dia 20 de Junho, turmas P1 e P6.

Sexta-feira (21:00-24:00h), dia 21 de Junho, turmas P2 e P12.

 

Os exames orais serão efectuados no meu gabinete, na enfermaria de Cardiologia-B, no 3º piso dos CHUC, nos dias e horas acima assinalados. As notas práticas obtidas ao longo do semestre serão retidas até que os alunos completem a sua avaliação teórica (por oral ou exame de recurso). Caso os alunos não compareçam nas orais pressupõe-se tacitamente que preferem fazer exame de recurso, devendo efectuar a sua inscrição neste exame como é habitual.

 

Os meus melhores cumprimentos,

 

Lino Gonçalves

Regente da Unidade Curricular de Cardiologia”

 

Aguardo então as vossas reacções,

Inês Correia

Anúncios

13 pensamentos sobre “Cardiologia – MUITO URGENTE

  1. Alem da anomalia que verificou-se, todos nos estudamos cardiologia inteiramente sem que ninguem tivesse ideia que esta anomalia poderia acontecer. A presencia desta anomalia nao è uma nossa responsabilidade, e por isso acho que nao è correcto ter uma culpa que nao foi nossa. Eu propongo, como ja foi dito, de defender a nota com o exame oral, è legal e negnuma controvérsia vai a surgir.

  2. Que a situação possa ser constrangedora, não coloco em causa, agora que se prejudique o elo mais fraco, não me parece correcto.

    Não é legítimo pretender corrigir uma injustiça com outra pior.

    Era ainda importante esclarecer em que medida o interesse dos alunos foi salvaguardado pelo Pedagógico.
    E, já agora, o interesse dos Docentes de outras unidades curriculares.
    A época de exames é curta demais e é humanamente impossível preparar exames teóricos intercalados com esta oral.

    No mínimo, e dado que não temos qualquer responsabilidade no sucedido, resta-nos solicitar maior flexibilidade para a realização do exame oral.

    Parece-me o mínimo.

    Seria ainda importante que as pessoas manifestassem a sua opinião, dado que só dessa forma será possível encontrar a melhor solução (? ou, pelo menos, a menos má) para todas as partes.

    Penso que todos ganharíamos com isso.

  3. Estou tão estupfacto com este assunto que até comento duas vezes…

    É do conhecimento geral que nos encontramos no século XXI, na famosa era digital em que através de um telemóvel conseguimos orientar uma ogiva nuclear e, surpreendentemente, tirar fotografias a exames e ainda mais surpreendentemente existe uma rede virtual, vulgarmente chamada de internet, que até permite que as pessoas escrevam cartas umas às outras (acho que se chama email) e nas quais até podemos juntar fotografias e enviar essa mesma carta, à velocidade da luz(!!!), a um monge do Tibete que tenha acesso a essa tal “internet” algures nos Himalaias!
    Há coisas fantásticas não há? E eu que pensava que fazer um mapeamento eléctrico das paredes cardíacas, de dentro de uma cavidade à qual só se chega sem abrir um ser Humano qualquer através de um pequeno dispositivo que entra por uma artéria e, operado manualmente (por alguém que à semelhança do grandioso Hércules é um Semi-Deus) era tecnologia de ponta! Estava mesmo enganado! Será bruxedo?
    Mas esperem… Isto quer dizer que não se podem repetir mais exames de um semestre para o outro! Será possível? Não pode ser! Bem se se repetir o exame e os alunos tiverem todos 20 o que é que se faz? O Pedagógico que resolva…mas sem avisar os alunos que dele fazem parte! Claro…a democracia tem limites e, afinal de contas, alguém tem de mandar. Para além do mais a Universidade foi feita para dar emprego e currículo aos docentes, os alunos acabam por ser um mal necessário!
    É acabar com eles!

    Enfim…espero que tenham gostado da minha pequena história que resume um pouco do maravilhoso teatro a que estamos a assistir! Proponho o seguinte título: “A virgens ofendidas e corações partidos”.

  4. Bem…
    Isto deve ser tudo do céu, ou santo, ou qualquer coisa parecida…
    Enfim…eu não estou cá na época de recurso…por isso ou faz-se oral ou tenho de ficar mais um ano no 5º porque um SR. Professor Doutor aka Deus não fez um exame diferente… inacreditável

  5. Apesar de não pertencer ao bloco que tem agora Cardiologia, gostava só de salientar que esta situação abre um antecedente perigoso…

  6. Com todo o respeito:
    Numa primeira análise eu gostava de ver os fundamentos legais que permitem um professor anular um exame pela simples razão de ter encontrado uma “anomalia”, que é o facto das notas serem demasiado boas?
    Segundo, acho que o facto de realizar provas orais das 21h às 24h, só para não coincidir com possíveis exames da época normal é uma ironia, uma vez que se eu tiver uma prova oral as 24h de um dia, não sou capaz de realizar uma prova escrita no dia seguinte as 8h da manha, sendo que uma impossibilita a outra automaticamente, portanto é como ter em horas coincidentes.
    Terceiro, se o professor quer diferenciar quem realmente estudou, o máximo que poderia fazer (além de perguntas novas) era obrigar a defesa de nota a partir de 17, como já ocorre em muitas outras cadeiras.
    Quarto, nós temos duas épocas de exames para precisamente ter duas hipóteses de avaliação, ou poder escolher uma delas para a realizar. Tendo eu escolhido ir à época normal, e estudado para tal, não vejo porque tenho que repetir um exame quando sabia o suficiente para não o voltar a fazer.
    Acho portanto inadmissível esta decisão e acho que nos devíamos juntar para a resolver da melhor maneira, que de certo não é esta.

  7. O professor não esteve à altura, não cumpriu com o seu dever e não elaborou um exame como era a sua função! Errou! Na última aula teórica disse mesmo “o exame não irá repetir perguntas, já tive a vossa idade e sei que se juntam e chegam cá fora com as perguntas memorizadas e constroem o exame de novo para os colegas”, portanto sabia o risco que corria! Sendo assim, esperamos que o professor Lino assuma o seu erro, não tendo de nos penalizar por ele. Estudámos e apresentámo-nos no dia para fazer qualquer exame, cumprimos com o nosso dever…
    A ter de ir a oral, que vá quem quiser manter o 20 e defender, caso contrario, e como em outras cadeiras, é atribuído o 17.

  8. Concordo com o comentário anterior. Tenho só mais a acrescentar que o erro não foi nosso porque nós não sabíamos que o exame iria ser aquele e por isso estudamos e dispusemos do nosso tempo para estudar para um qualquer exame de cardiologia. Agora seguem-se outros exames que necessitam igualmente da nossa atenção. Esta solução é perfeitamente injusta.

    Ana Rita Paupério

  9. Acho ridiculo o que está a acontecer a Cardiologia…. O Professor não tem o direito de anular o exame, pois ele é que deu o exame igual ao 1o semestre. É injusto ele fazer oral nessa escala porque há pessoas com exames nos dias a seguir e é obvio que nao têm tempo de estudar. Se ele quisesse devia era ter feito oral para quem quiser defender a nota e assim seria mais justo. Nao dá para lhe falar nessa hipótese? Porque também ha pessoas que estavam a contar deixar outras cadeiras para recurso e se ficarem com Cardio estraga logo tudo. Mais uma vez acho que a comissão devia intervir e fazer ver ao Professor que temos outros exames para fazer e que Cardio ficou feito dia 11 independentemente do que se passou. Espero que se resolva tudo pelo melhor e que a comissao batalhe para fazer prevalecer os nossos direitos e não as opiniões dos Professores que vão muito contra as regras estipuladas pela faculdade. Infelizmente, na FMUC as regras são feitas de acordo com cada regente, mudadas quando lhes apetece e ainda por cima na época de exames. Mais uma vez acho mesmo mal a anulação do exame. O Professor correu um risco, agora ele que emende as coisas, mas que não nos complique esta época de exames que já não é fácil….

  10. Antes de mais, e com todo o respeito que tenho pelo Professor Doutor Lino, quero saber se isto é sequer legal! Estão a alterar os critérios de avaliação depois de já termos realizado a prova! Posto isto, caso isto seja legal, acho que o Professor deveria ter em conta que temos outros exames e temos a época de exames programada. Visto estarmos no quinto ano e termos que passar a todas as cadeiras para passar para o sexto ano e haver pessoas que já tem exames do primeiro semestre para fazer na época especial, o exame deveria ser marcado para dia 27 e 28 depois do exame de Pediatria de forma a não alterar a nossa dinâmica de estudo. Realizar as provas na próxima semana implica, para muita gente, deixar outros exames para a segunda fase, o que pode comprometer o nosso sucesso escolar…

    Jorge Mendes

    • Jorge, isso (depois de muito contestar esta posição do professor que desde já vos digo, tem o apoio de todos os assistentes) foi a primeira coisa que fiz, mas todos se mostraram irredutíveis quanto a essa opção, alegando que têm de lançar notas antes do exame de recurso.
      Inês

      • Isto não faz sentido nenhum. Acho que estamos num momento em que temos que mostrar que também temos uma posição. Eles é que têm a faca e o queijo, é verdade, mas nós também temos direitos. Temos uma época de exames bastante complicada já por si, estarmos a fazer mais uma oral a meio da próxima semana é um tiro no pé para patologia cirúrgica. Deixar cardiologia para época de recurso e esperar que o Professor faça um exame acessível com o mesmo grau de dificuldade é, igualmente, um risco. Ou seja, não há boa solução então?

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s